sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O INFINITO CÉU DE SUA BOCA


Poderia beijar toda a sua boca e ainda assim, o céu seria infinito
Seus lábios, de cor, eu conheço de cor
Sem piedade e dó,
Foi a coisa mais profunda que já me adormeceu

Estremeceu
Extremo seu
Intenso amor
Extremo e incostante
Levante dor
Dor e agonia
Noite e dia
Início e fim

Finda, mas não morre
Corre, mais não foge, não some
Me cerca
Cerva viva
De braços, de pernas, de sorrisos, de seios
Anseios
Profundos e inacabados
Lampejos, saudades, vontades
Poesia solta de um ébrio delirante
Lascivo prazer de um objeto cortante


Poderia beijar toda a sua boca e ainda assim,
O céu seria infinito



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